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“Toda vez que vejo as pessoas levantando um brinde pra comemorar, eu penso: ‘mal sabem elas tudo o que tem dentro daquele copo’.”

Com um passado marcado por excessos, rebeldia e falta de perspectiva, nossa fardada Leila Jaques compartilha sua trajetória de vida neste relato emocionante que narra todo seu processo de libertação do alcoolismo, conquistado com muita fé e força de vontade. 


 

Buscando alertar a todos sobre a importância da data de hoje, 20 de Fevereiro - Dia Nacional de Combate ao alcoolismo - compartilharemos ao longo desta semana alguns relatos de cura com o Daime de membros da nossa irmandade. São histórias emocionantes e inspiradoras, que certamente vão ajudar aqueles que desejam superar  o alcoolismo e precisam de um incentivo.


Dados recentes mostram que a taxa da população adulta que abusa de álcool no país atingiu a marca de 4%, ou 6 milhões de pessoas, sendo que essa taxa chega a 6,6% nos homens contra 1,7% em mulheres.

Os dados são resultado de um levantamento feito em 2023 a partir de um inquérito nacional da Covital em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) para avaliar o consumo abusivo de bebida alcoólica no país.




Com um passado marcado por excessos, rebeldia e falta de perspectiva, nossa fardada Leila Jaques compartilha sua trajetória de vida neste relato emocionante que narra todo seu processo de libertação do alcoolismo, conquistado com muita fé e força de vontade. 

No Daime Leila encontrou a chance de um recomeço e hoje celebra seus 10 anos de cura!


PRIMEIROS GOLES NA INFÂNCIA


Criada em meio às garrafas de cachaça, cerveja, vodka, conhaque e muitas outras bebidas alcoólicas, Leila Jaques, 43, desde a infância sempre teve ao seu alcance a facilidade - e também a autorização - de consumir álcool quando tivesse vontade.


A prática aparentemente “inofensiva” de, ainda na adolescência, tomar uns golinhos de bebida direto da torneira do barril que ficava nos fundos do bar da família, em pouco tempo revelou ser o princípio do alcoolismo, vício que iria acompanhá-la por longos anos.  


Nascida em uma família simples proprietária de um bar em Quatro Barras, cidade turística na região metropolitana de Curitiba, Leila teve seu primeiro contato com álcool aos 12 anos. Ainda muito jovem,  teve a iniciativa de ampliar o atendimento do estabelecimento, buscando aumentar a renda da família, que na época passava por dificuldades financeiras. 


O que começou com algumas garrafas de refrigerante e 2 litros de álcool, logo se transformou em um bar que não fechava as portas nem mesmo de madrugada “não dormia direito”, recorda Leila. As noites mal dormidas somadas à necessidade de uma dedicação maior ao bar obrigaram Leila, na época com pouco menos de 17 anos, a largar seus estudos na 5ª série para ajudar a tocar o empreendimento da família. 


Longe da escola e mais perto do que viria a se tornar o vício que a escravizou, Leila passou a beber cada vez mais, a fumar e a apresentar severas mudanças de comportamento. Falta de concentração, dificuldades cognitivas e as constantes brigas dentro de casa, eram claros sinais de que o abuso do álcool já estava destruindo a sua vida.


GESTAÇÃO E ALCOOLISMO


Ao ser expulsa de casa pelo seu pai, se envolveu amorosamente com uma pessoa, também alcoólatra, com quem teve sua primeira filha aos 17 anos. Nem mesmo esta e as duas gestações que vieram nos anos seguintes a impediram de continuar bebendo, “só diminuía o consumo mas não parava”, confessa.


Sempre rodeada de amigos e muito álcool, Leila encontrava na bebida um recurso que a encorajava a fazer tudo aquilo aquilo que tinha vontade. “Virava outra pessoa, fazia tudo que tinha vontade fazer. Vivia mascarada atrás de um copo de bebida”, relata. Porém, assim que recobrava a  sobriedade, sentia um vazio enorme e a sensação de que estava perdendo seu valor. “Tudo que eu vivi foi uma coisa iludida, que eu não sabia quem eu era”, recorda emocionada. 


O INÍCIO DA CONSCIENTIZAÇÃO


As coisas começaram a mudar em 2013, quando uma de suas amigas, companheira inclusive dos excessos alcoólicos, a convida para conhecer o Céu da Nova Vida. 


A cada consagração, o Daime passava a lhe mostrar os motivos pelos quais bebia tanto. Dentro de sua consciência, pôde entender que a sua condição alcoólatra estava relacionada a uma profunda depressão e um desejo inconsciente de dar fim à própria vida. 


“Quando o Daime me trouxe o que é viver,  o que é pensar na saúde, o que é estar sóbrio e saber o se que faz, eu tive que remar contra a maré, fazer tudo ao contrário e começar tudo de novo, do zero!”,

Leila relembra o quanto foi difícil aceitar o fato de que a bebida era a responsável por todas aquelas dificuldades que sentia. Se no passado a bebida alcóolica foi um meio de sufocar suas dores, hoje nossa fardada Leila celebra sua nova vida, repleta de significado, consciência e longe das ilusões.

Nas palavras dela, diferente da bebida alcoólica que destroi a vida das pessoas “O Daime não tem um fim, ele tem sempre um recomeço”. Atualmente, Leila integra o corpo de fardados do Céu da Nova Vida trabalhando em benefício de outras pessoas, que assim como ela, já estiveram perdidas por conta da dependência do álcool.


Desejamos que o relato vitorioso da nossa nossa Irmã também possa inspirar o seu desejo de se libertar do alcoolismo. Desde 2001, o Céu da Nova Vida testemunha a transformação de milhares de vidas que encontram no Daime a chance de se reconstruírem e seguirem adiante, com consciência e sobriedade!


VIVA A CURA!


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